Só nesse ano foram mais de 10.400 bebês registrados no estado. Médico orienta cuidados para quem está gestante neste período. Cresce registros de nascimento de bebês no Tocantins; entenda
Dados do IBGE mostram que houve uma redução no número de nascimentos em todo país, mas no Tocantins os registros aumentaram em comparação com o ano anterior mesmo durante o período de pandemia. O Davi Miguel nasceu no dia 27 de fevereiro deste ano, quando a pandemia voltava a avançar no Tocantins. A mãe não imaginava ficar grávida neste momento, mas quando se viu gestante tratou de tomar todos os cuidados, mas ainda assim teve a Covid em dezembro de 2020.
Felizmente foram apenas sintomas leves. “Eu fiquei bastante preocupada, mas Deus pôs a mão e não tive nada de grave. Passei por muita dor, mas depois de mais de uma semana eu fui melhorando aos pouquinhos”, disse a professora Luciente Pereira.
As grávidas estão no grupo de risco da Covid-19 e estão no grupo prioritário da vacinação. Na semana passada a Prefeitura de Palmas retomou a imunização deste público. O obstetra Ridlson Miranda conta que muitas famílias adiaram o sonho de ter um filho durante a pandemia.
“Ao longo da pandemia, do desenrolar da parte epidemiológica a gente percebeu que além do desenvolvimento da doença, das formas leves e moderadas, a grávida também fazia parte do grupo de risco para o desenvolvimento da forma grave. Foi um dado que foi aos poucos se consolidando para a comunidade médica. A gente percebeu que existia uma parcela da população que estava, de certa forma fazendo isso, adiando o sonho de conceber”, comentou o médico.
Mesmo assim o número de registros de nascimento aumento no Tocantins. Em 2020, no primeiro ano da pandemia, foram 176 a mais que em 2019. O número é pequeno, mas mostra que o estado está na contramão do país.
Família ganhou um novo integrante durante a pandemia
Reprodução/TV Anhanguera
“Um dos motivos deste aumento está relacionado à baixa escolaridade média da população, o que representa um aumento populacional maior em cidades menores. Nas capitais e nas grandes cidades, devido ao acesso à educação, à saúde pública, aos métodos anticonceptivos a população consegue manter uma taxa de fecundidade mais ou menos próxima de 1,7 que é a média do estado”, analisou o sociólogo Ygor Leite.
Só nesse ano foram mais de 10.400 bebês registrados no estado. Para as famílias que tiveram uma gravidez inesperada ou mesmo pras que planejaram é importante redobrar os cuidados com a pandemia. “Vacinar, manter o distanciamento, higienização rigorosa de mãos e superfícies e também o uso da máscara”, orientou o médico.
Para quem passou pelo susto do vírus durante a gravidez agora é comemorar a saúde. “O que importa é que meu filho nasceu saudável, está bem e está crescendo”, comemorou a professora.
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Fonte: G1 Tocantins


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